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Dentre os vários serviços que a Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais oferece aos seus associados, a Classificação linear, juntamente com o controle leiteiro oficial, é sem dúvida um dos mais importantes, sendo uma excelente ferramenta de manejo e seleção.

A Classificação Linear para tipo ou registro seletivo, como também é chamada, é o termo utilizado para definir a metodologia técnica de avaliação morfológica dos animais da Raça Holandesa. No Brasil, teve início na década de 60, enquanto que nos EUA esta técnica é utilizada desde 1929. Desde 1993, o modelo de classificação para tipo utilizado no Brasil é o canadense.

Quando falamos que um determinado animal foi classificado, significa dizer que o mesmo foi submetido à avaliação de um técnico (devidamente credenciado pelo Colégio Brasileiro de Classificadores), onde 23 características de importância econômica e funcional foram criteriosamente avaliadas.

Podemos citar como benefícios da classificação linear, a identificação dos melhores animais para tipo da propriedade, consequentemente os de piores conformações também, os pontos positivos e negativos de cada animal, auxiliando diretamente no acasalamento dos mesmos, a valorização dos pedigrees dos animais, pois as classificações constam nas genealogias, auxílio no descarte de animais e evolução de animais PC (puro por cruza) para PO (puro de origem).

Não podemos nos esquecer que todas as provas para tipo de touros do mundo inteiro são baseadas exclusivamente nas classificações oficiais para tipo. Daí ocorre o incremento da pressão de seleção a partir do uso de animais testados.

Nos EUA e Canadá, é comum os criadores comprarem animais apenas avaliando a classificação para tipo. Se a avaliação foi recente, muitos compram sem a necessidade de ver o animal. Os animais mais bem pontuados apresentam preços de venda consideravelmente mais elevados.

Infelizmente no Brasil, o número de animais classificados anualmente é muito pequeno quando comparado com países como EUA, Canadá, França, Holanda, etc.

É bom sempre lembrarmos que a ACGHMG disponibiliza o serviço de classificação para tipo para todos os seus associados e, no caso de qualquer dúvida, o departamento técnico encontra-se totalmente disponível em ajudar.

Modelo de Vaca Holandesa Ideal
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Vantagens
  • Fornece uma avaliação objetiva de cada animal, individualizando qualidades e deficiências individuais.
  • Orienta e torna mais eficiente a realização dos acasalamentos dirigidos.
  • Auxilia na seleção das novilhas para reposição, facilitando o descarte das filhas das vacas com defeitos importantes.
  • Valorização comercial dos animais, famílias e rebanhos classificados.
  • Prova de touros, considerando que a classificação das filhas, junto com o controle leiteiro, é condição indispensável para a prova de reprodutores.
  • Avalia a eficiência do programa genético pela comparação da pontuação das mães e filhas.
  • Possibilita evolução de animais PCOC (puros por cruza com origem conhecida) para PO (puros de origem).
Alexandre Campos
UF: Goiás / GO

Email: agcbrh@terra.com.br

Entidade: AGCBRH

Altair Antonio Valloto
UF: Paraná / PR

Email: altair@holandesparana.com.br

Entidade: APCBRH

Cleocy Fam de Mendonça Junior
UF: Minas Gerais / MG

Email: cleocyjr@gadoholandes.com

Entidade: ACGHMG

Ildemar Pereira Brayer
UF: Concórdia / SC

Email: accbconcordia@hotmail.com

Entidade: ACCB

Laércio de souza Campos
UF: São Paulo/ SP

Email: lsouzacampos@spgadoholandes.com.br

Entidade: APCH

Pedro Guimarães Ribas Neto
UF: Paraná / PR

Email: pedro@holandesparana.com.br

Entidade: APCBRH

Phillippe Domingos Monteiro
UF: Minas Gerais / MG

Email: phillippe@gadoholandes.com

Entidade: ACGHMG

Raul Pimenta de Castro
UF: Rio de Janeiro / RJ

Email: raul.castro@oi.com.br

 

Silvano Carvalho Júnior
UF: Minas Gerais / MG

Email: silvano@gadoholandes.com

Entidade: ACGHMG

Silvano Francis Valoto
UF: Paraná / PR

Email: silvano@holandesparana.com.br

Entidade: APCBRH

Victor Hugo Martinez Pereira
UF: Rio Grande do Sul / RS

Email: vitor.pereira@coopsantaclara.com.br

Entidade: ACGHRGS

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O certificado de registro genealógico acompanhado da genealogia, traz informações de produção, reprodução e teste de progênie dos touros e de seus descendentes. Quanto mais informações, melhores decisões podem ser tomadas nos futuros acasalamentos. Portanto é fundamental que os criadores saibam interpretar as informações e valorizar seus animais, na hora da comercialização, pela genealogia e confiança das informações. Já ouvimos muitas vezes de compradores que papel não dá leite! Enganam-se estas pessoas, ou simplesmente, querem depreciar o valor genético de nossos animais. Veja a seguir como interpretamos o potencial genético, reprodutivo e produtivo de nosso rebanho:

Cabeçalho

Linha 1 – PIONEIRA DO SUL GENOVA BARCELONA: Nome do animal e data da emissão da genealogia.

Linha 2 – Número de registro no livro da raça : HBB/B-338026 (Herd Book Brasileiro), data de nascimento e sexo.

Linha 3 – Composição racial ou Grau de sangue PO (Puro de Origem) ou PCOC (Puro Por Cruzamento de Origem Conhecida), variedade preto e branco ou vermelho e branco e a última classificação (MB89).

Linha 4 – GENI DE FATIMA CAUS : Nome do criador, a cidade e o estado.

Linha 5 – MAURO ANTONIO COSTA DE ARAÚJO : Nome do proprietário que pode ser o mesmo criador ou se animal comprado e transferido, aparece o nome do proprietário atual, cidade e estado.

Linha 6 a 11 – Neste espaço aparecem as premiações em exposições e recordes de produção, sempre que atualizados ou quando emitida nova genealogia a pedido do criador.

Linha 12 – Traz as informações das lactações reais e encerradas em 305 e 365 dias. Sua primeira lactação foi com 2 anos e 06 meses em 2 ordenhas e 365 dias de leite produzindo 13.163 kg de leite, 473 kg de gordura com 3,6%, 375 kg de proteína com 2,8% e LM, que significa Livro de Mérito, quando obtém produção de leite e gordura mínima de acordo com a tabela de produção da raça vigente.

Linha 17 – Traz a longevidade em 3 lactações em 1.279 dias de leite, com produção 45.811 kg de leite, 1.621 kg de gordura e 1.308 kg de proteína.

Primeira coluna - Pais

Linha 18 – BRAEDALE BARCELONA: Pai do animal.

Linha 19 – Foi classificado MUITO BOM 85 pontos, sendo a última classificação em 1997. Número de registro nacional HBB/A-96283.

Linha 20 – Touro SUPERIOR EM TIPO em janeiro 1997, ou seja, possui uma prova alta para tipo.

Linha 21 – DP significa diferença prevista + 576 kg de leite, -1,0 KG de gordura e + 2,0 KG de proteína, com 92% de confiança. Informação obtida do WHO IS WHO de JANEIRO/2000.

Linha 22 – Facilidade de parto 86% significa que as filhas deste touro tiveram 14% de partos difíceis. A média no Canadá para facilidade de parto é de 85%. Touros abaixo da média, transmitem bezerros grandes, e não devem ser usados em novilhas. Velocidade de ordenha 70% indica que a ordenha de suas filhas é lenta, a média da raça no Canadá é de 85% e número inferior à média indica dificuldade de ordenha.

Linha 23 – DPT significa diferença prevista para tipo igual a 13 (varia de –15 a +15), foram classificadas 66 filhas com 86% de confiança. TL significa livre de BLAD (Bovine Leucocyte Adhesion Deficiency) deficiência de uma proteína que se adere ao leucócito, e deixa o animal sem imunidade, quando portador, os bezerros apresentam síndrome clínica com febre, diarréia e pneumonia e morte em aproximadamente 3 dias.

Linha 24 – PIONEIRA DO SUL VICENZA KVV : Nome da mãe.

Linha 25 – A mãe foi classificada Muito Boa 87 pontos aos 4 anos e 10 meses em 2004. Número de registro HBB/B-338025.

Linha 28 – Aos 4 anos e 8 meses em 2 ordenhas e 305 dias de lactação, produziu 10.742 kg de leite, 337 kg de gordura com 3,1% e 306 kg de proteína com 2,8% e obteve LE que significa Livro de Escol com lactação em LM (Livro de Mérito) e intervalo de partos menor que 427 dias.

Portanto lactações que apresentam mérito produtivo e reprodutivo com longevidade.

Segunda coluna - Avós

AVÔ PATERNO

Linha 1 – TO-MAR BLACKSTAR – ET : Nome do avô paterno. ET significa produto de transferência de embrião.

Linha 2 – Foi classificado, EX93 pontos na última classificação em 1993. Número de registro HBB/A-52603.

Linha 3 – Recebeu prêmio medalha de ouro em janeiro de 1996.

Linha 4 – DP significa diferença prevista de 442 kg de leite, 6 kg de gordura e 9 kg de proteína com 99% de confiança. Informações obtidas no WHO IS WHO (Livro canadense de Touros) de janeiro de 2003.

AVÓ MATERNA

Linha 1 – DELAPI ELIJAH DA PIONEIRA DO SUL : Avó materna.

Linha 2 – Foi classificada Muito Boa 87 pontos. Número de registro HB/BR-1007687.

Linha 3 – Aos 3 anos e 1 meses em 2 ordenhas e 334 dias em leite produziu 10.872 kg de leite, 283 kg de gordura com 2,6% e 331 kg de proteína com 3,0% e obteve LE (Livro de Escol).

Linha 8 – Traz a longevidade em 9 lactações em 3.226 dias de leite, com produção 101.574 kg de leite, 3.025 kg de gordura e 2.963 kg de proteína.

Terceira coluna - Bisavós

BISAVÓ MATERNA

Linha 1 – TESSALIA DA GR.PIONEIRA DO SUL : Bisavó materna.

Linha 2 – Número de registro HB/BR-969318

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Há 2 métodos possíveis para evoluir seu animal de PC para PO, abaixo descrevemos o que é necessário para tal:

Opção 1

Classificar mãe e filha (candidata a PO), sendo que a filha deve possuir no mínimo grau de sangue GC-3. As duas devem estar em controle leiteiro oficial; não é necessário ter Livro de Mérito (LM) e nem mínimo de pontos na classificação.

Opção 2

A fêmea PC candidata deve possuir no mínino grau de sangue GC-3, possuir o título de Livro de Mérito (LM), ter classificação para tipo e ter obtido no mínimo de 78 pontos, até 42 meses de idade no dia da classificação ou, no mínimo de 80 pontos, quando tiverem mais de 42 meses de idade no dia da classificação.